quinta-feira, 8 de outubro de 2009

MESTRES CONSISTENTES E CONVINCENTES

Por Arlindo Montenegro

Começando por Jesús, passando pelos filósofos gregos, Tomás de Aquino, os Fundadores da Democracia Americana, Mises, Arendt e uns poucos brasileiros como José Bonifácio, Mario Ferreira, Gilberto Freire e Olavo de Carvalho, alguns cineastas, romancistas, historiadores e poetas universalmente consagrados, todos são aceitos como mestres, desde que conhecida sua obra.

A vida ativa dos nossos partidos e seus membros políticos vitalícios é regida por uma mentalidade tacanha e personalista, herança do pensamento característico de velhos oligarcas. Os que dizem defender o estado democrático de direito, aqueles que são rotulados de “direita”, “esquerda” ou os que jogam oportunamente dos dois lados, jamais pensam estrategicamente e muito menos adotam um programa de desenvolvimento que priorize o homem e a vida.

Quando fecham voto sobre algum detalhe do “negócio” parlamentar, pensam e priorizam os lucros pessoais ou do partido. Esquecem a nação como objeto de todas as prioridades, acima de partidos e de interesses pessoais ou personalizados nesta ou naquela figura transitória no cenário.

Com as estruturas políticas e institucionais usurpadas por pessoas incompetentes, que agem a torto e a direito contra os princípios basilares da Constituição, sem impedimento, sem censura, sem iniciativa contrária para uma eficiente punição judicial e mais com a cobertura e apoio dos mesmos governantes de plantão, o país assume uma face de anarquia banditesca e licenciosidade que contamina todos os níveis da sociedade.

No mundo globalizado, todas as nações buscando re-arrumar economias e capacidades produtivas, lidando com os dejetos gerados pelas mega-cidades, com problemas ambientais, saúde, segurança e terrorismo, as matrizes exemplares, nações que se fundamentavam no respeito e aperfeiçoamento do estado democrático de direito, como os EUA, parece ter atirado ao lixo aqueles valores herdados dos Fundadores.

Hoje, todas as nações obedecem e respondem aos interesses dos controladores da economia sem fronteiras, sem ética, sem princípios, sem atentar para o bem comum. Um pequeno grupo de senhores que jogam com recursos reais e fictícios, que blefam e espalham guerras, vírus, drogas e terror em todo o planeta.

Qualquer nação (povo) que almeje uma identidade independente e soberana, carece de uma direção de homens lúcidos, capacitados, experientes na liderança com autoridade enérgica e gentil, mobilizando e condicionando cada pessoa a agir na direção do bem comum, observando as responsabilidades que o direito à liberdade implica.

Qualquer nação (povo) que almeje uma identidade independente e soberana, vai priorizar a educação e valorizar o trabalho, mobilizando cada um a aplicar suas capacidades e habilidades na produção e na educação continuada, gratificando os mais simples de modo a que possam viver com dignidade e possibilidades de desenvolver-se.

No momento estamos encarcerados nas celas da ignorância mais brutal. Estamos carentes de ouvir e seguir mestres e líderes competentes, para sair do sufoco e respirar com esperança genuína.

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